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18
SET 2020
"VIII Ciclo de Requiem de Coimbra"
Capela da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra
21:30 - 23:00
Informações

O programa hoje interpretado baseia-se no 1º trabalho discográfico dos Cupertinos, que representa uma incursão pela obra magistral de Manuel Cardoso (1566-1650), indubitavelmente um dos mais reconhecidos e aclamados músicos portugueses de todos os tempos. A par de compositores como Pedro de Cristo (c.1550-1618), Duarte Lobo (c.1565-1646) ou Filipe de Magalhães (c.1571-1652), Cardoso representa, de forma icónica, aquela que tem sido apelidada como a “Idade de Ouro” da Música Portuguesa, magistralmente cinzelada ao longo dos séculos XVI e XVII. Natural de Fronteira, Cardoso iniciou os seus estudos musicais em meados da década de 1570 no Collegio dos Moços do Coro da Sé de Évora – um dos mais profícuos centros de formação musical da época –, onde terá sido discípulo de Manuel Mendes (1547-1605). Em 1588, ingressou no Convento do Carmo, em Lisboa, onde se veio a tornar organista e Mestre de capela, cargo que ocupou durante seis décadas.

Ainda em vida, eram frequentes as alusões elogiosas e respeitosas relativamente à sua intensa devoção e ao seu excepcional talento musical, características que Manuel Cardoso integrou num estilo de composição particularmente expressivo, em que privilegiava alguns dos textos litúrgicos de maior carga dramática. O alinhamento de hoje, inspirado na centralidade e perenidade das temáticas da penitência e redenção, gravita em torno dos verdadeiros eixos do Ano Litúrgico – o Tempo do Advento e o Tempo da Quaresma. Ainda com uma incursão pela conceptualmente aparentada Liturgia de Defuntos, com particular destaque para a Missa Pro Defunctis (Requiem) a 4, são aflorados três dos cinco livros que Manuel Cardoso viu publicados, em Lisboa, entre 1613 e 1648: Cantica Beatae Mariae Virginis (1613), Missae qvaternis qvinis, et sex vocibus, liber primvs (1625) e Livro de varios motetes, officio da semana santa, e ovtras cousas (1648). Destas três publicações, apenas a de 1613 se encontra preservada na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, sob a cota P-Cug MI 12. Foi a partir desta fonte que se procedeu à transcrição do Magnificat secundi toni apresentado no presente recital.

 

Exclusivamente dedicado a Manuel Cardoso (1566-1650)

 

Lamentationes 1:6-7 [Vau. Et egressus est] a 6

In monte oliveti

Tristis est anima mea

Missa Pro Defunctis a 4

Introitus

Kyrie

Graduale

Offertorium

Sanctus & Benedictus

Agnus Dei

Communio

(pausa)

Tua est potentia a 6

Domine tu mihi lavas pedes

Amen dico vobis

Cum audisset Joannes

Ipse est

Omnis vallis

Quid hic statis a 5

Magnificat secundi toni

Sitivit anima mea a 6

19
SET 2020
"XVIII Ciclo “A Quaresma na Escola de Música da Sé de Évora”"
Convento dos Remédios, Évora
21:30 - 23:00
Informações

O programa hoje interpretado baseia-se no 1º trabalho discográfico dos Cupertinos, que representa uma incursão pela obra magistral de Manuel Cardoso (1566-1650), indubitavelmente um dos mais reconhecidos e aclamados músicos portugueses de todos os tempos. A par de compositores como Pedro de Cristo (c.1550-1618), Duarte Lobo (c.1565-1646) ou Filipe de Magalhães (c.1571-1652), Cardoso representa, de forma icónica, aquela que tem sido apelidada como a “Idade de Ouro” da Música Portuguesa, magistralmente cinzelada ao longo dos séculos XVI e XVII. Natural de Fronteira, Cardoso iniciou os seus estudos musicais em meados da década de 1570 no Collegio dos Moços do Coro da Sé de Évora – um dos mais profícuos centros de formação musical da época –, onde terá sido discípulo de Manuel Mendes (1547-1605). Em 1588, ingressou no Convento do Carmo, em Lisboa, onde se veio a tornar organista e Mestre de capela, cargo que ocupou durante seis décadas.

Ainda em vida, eram frequentes as alusões elogiosas e respeitosas relativamente à sua intensa devoção e ao seu excepcional talento musical, características que Manuel Cardoso integrou num estilo de composição particularmente expressivo, em que privilegiava alguns dos textos litúrgicos de maior carga dramática. O alinhamento de hoje, inspirado na centralidade e perenidade das temáticas da penitência e redenção, gravita em torno dos verdadeiros eixos do Ano Litúrgico – o Tempo do Advento e o Tempo da Quaresma. Ainda com uma incursão pela conceptualmente aparentada Liturgia de Defuntos, com particular destaque para a Missa Pro Defunctis (Requiem) a 4, são aflorados três dos cinco livros que Manuel Cardoso viu publicados, em Lisboa, entre 1613 e 1648: Cantica Beatae Mariae Virginis (1613), Missae qvaternis qvinis, et sex vocibus, liber primvs (1625) e Livro de varios motetes, officio da semana santa, e ovtras cousas (1648).

 

Programa
Exclusivamente dedicado a Manuel Cardoso (1566-1650)

Lamentationes 1:6-7 [Vau. Et egressus est] a 6
In monte oliveti
Tristis est anima mea
Missa Pro Defunctis a 4
Introitus
Kyrie
Graduale
Offertorium
Sanctus & Benedictus
Agnus Dei
Communio
Tua est potentia a 6
Domine tu mihi lavas pedes
Amen dico vobis
Cum audisset Joannes
Ipse est
Omnis vallis
Quid hic statis a 5
Magnificat secundi toni
Sitivit anima mea a 6